“And history books forgot about us
And the bible didn’t mention us, not even once
You are my sweetest downfall
Your hair was long when we first met”
É como se a nossa relação tivesse entrado num estado de saturação criado pela ausência dos dois. Algo tão semanticamente incorreto como um deserto que cria um lago através da sua secura, mas neste caso não haveria um oásis à nossa volta. Apenas silencio.
Morte Cerebral
Tornando-me no que mais repeli até hoje, apercebo-me que a presença de uma única pessoa poderia mudar todo o meu pensamento, demonstrando que perdi todo o meu amor próprio, assim como toda a minha sanidade mental para o Nada.
O amor é isso, um espaço inexistente onde colocamos parte de nós próprios. Onde observamos de forma passiva a nossa existência a ser consumida lentamente enquanto desaparecemos da superfície humana procurando de forma infindável por nós próprios de novo.
Família, amigos, bens materiais, natureza, arte. Através de uma iris incolor tudo está incompleto. O vazio preencheu-nos.
Desesperadamente tentamo-nos recordar em que espaço isotérico abandonamos a nossa alma, e aí apercebemo-nos que ela se encontra no Nada.
Só nos resta morrer, morrer lentamente até que a nossa sanidade seja gradualmente restabelecida, sem vestígios do Todo ilusório onde irracionalmente nos depositámos.
Luis Brás
Instabilidade mental.
O desejo outrora sentido torna-se numa memória vazia. Vazia de lembranças, lembranças perdidas por uma mente cansada e selectiva. Selectiva no presente, mesmo manipulando o meu consciente amanhã o desejo estará de volta tornando este pensamento numa ilusão.
Instabilidade mental.